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Usos de Práticas Ágeis

Usos de Práticas Ágeis

Uma dúvida que é rotineira e quebra um mito sobre agilidade é : seria ela somente para o time de desenvolvimento? Vamos ver neste artigo sobre exemplos de usos de práticas ágeis.

Em tese, a cultura de agilidade é muito mais a transformação dos indivíduos e a soma desses indivíduos transformados em prol de um ambiente diferente ou de um tipo de relacionamento diferente, seja entre eles, seja deles com os clientes deles, do que necessariamente a adesão pura de práticas.

O que a experiência tem mostrado é que a adoção de práticas vira mais trabalho.

A percepção das pessoas em relação às práticas de agilidade, quando elas vem desacompanhadas da transformação cultural, é de que surgiu mais alguma coisa para elas realizarem, além de tudo que ela já fazem.

E não é bem assim, quando a gente observa as práticas de agilidade que se conectam aos valores, que se conectam aos pilares, a verdade é que elas servem para auxiliar a quebrar os valores em ação.

Nem todo mundo consegue fazer uma alteração direto de um valor para um set de ações ou para um grupo de ações que represente aquele valor.

Então, ao longo do tempo, foi realizado um trabalho muito interessante por institutos e organizações públicas ou privada, voltadas ao desenvolvimento da cultura de agilidade no sentido de, através da quebra e da descrição de práticas, ajudar a implementação da cultura.

Assim, as práticas fazem sentido se elas servirem para fortalecer a cultura ou se elas servirem  para viabilizar ao trabalho dentro de uma cultura pré-estabelecida.

Isto dito, existem basicamente três grandes grupos de práticas de agilidade:  as práticas relacionadas a colaboração, as práticas relacionadas a liderança e as práticas relacionadas ao desenvolvimento. 

Times de desenvolvimento claramente  tendem a se apropriar muito mais das práticas de desenvolvimento do que o time de operações.

Imagina, por exemplo, uma das práticas mais significativa desse set de práticas de desenvolvimento, que é o de implementação de códigos automatizada.

Para que um time de finanças, alguém que faz relatórios,orçamentos, previsões, comparações real versus orçados, com qual objetivo uma equipe dessa vai se importar com a automação de implementação de códigos?

Não faz sentido, não é mesmo? 

Podemos chamar então o set de práticas ou grupo de práticas acessíveis dentro de uma cultura ágil de “buffet”:  assim você se serve das práticas que forem mais importantes para o dia a dia, para operação e para o produto do seu time.

Um outro exemplo: equipes de comunicação.

O time de comunicação em tese não irá utilizar práticas de desenvolvimento, mas existem muitas práticas de colaboração e que podem fazer sentido para esse time.

Por que não ter um painel de trabalho para que todos possam ver o que ainda tem a necessidade de ser feito, o que já está sendo feito, e o que já está finalizado? 

Por que não realizar reuniões diárias para que todos possam se inteirar do que foi realizado, do que será feito e se alguém precisar de alguma ajuda?

Por que não organizar o trabalho dos próximos 15 dias?

Práticas de colaboração e liderança

Por que não garantir a disponibilidade e a qualidade das entregas juntamente com os donos dos produtos?

Podemos dizer então que esse “self-service” de práticas está a disposição de qualquer time e cada um se adequa das práticas que fazem mais sentido para cada um deles, sempre direcionado ao produto ou ao modo de aplicação daquele time. 

O time de operações, o time de finanças, o time de comunicações, gestão da mudança, engajamento com cliente tendem a utilizar mais práticas de colaboração e liderança do que práticas em desenvolvimento. 

Já as equipes de desenvolvimento buscam a se apropriar de práticas nas três camadas: colaboração, liderança e desenvolvimento. 

Por exemplo, times de desenvolvimento vão usar práticas de teste automatizado, desenvolvimento orientado a testes, implementação automática de códigos ,desenvolvimento orientado a comportamento.

Esses tipos de coisas que não fazem nenhum sentido para um time de gestão da mudança, que certamente vai usar o engajamento com dono do produto, reuniões diárias, planejamento do trabalho e assim por diante. 

Mas existe uma prática que é fundamental, e essa sim deve ser aplicada por times de qualquer perfil, com qualquer categoria de produto: a retrospectiva. 

A retrospectiva é aquela fase em que o time faz uma pausa para avaliar como foi o trabalho da última interação ou do último ciclo de execução, entender os erros, fomentar os potenciais, sanar as dúvidas e ter novas ideias é um diferencial de qualquer time, é um instrumento que qualquer equipe pode se apropriar.

Assim, se quiser colocar o pé para dentro da agilidade, por que não começar com uma retrospectiva?

Qualquer equipe pode usar, não importa o produto, não importa a maturidade do desenvolvimento e das certificações do time.

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